Sento e coloco-me a pensar a que ponto chegamos.
O que antes eram apenas singelas fagulhas, hoje tornaram-se fortes labaredas que queimam cada parte do meu corpo e trazem-me a sensação de um amor contrariamente frio e nebuloso.
Tal sentimento não havia ainda afligido-me!
Vem como uma lembrança boa de festejo e de repente deparo-me com uma aflição, como se estivesse perante a um precipício. É, ao mesmo tempo, benevolente e maldoso; uma vez que se o teu amor acabasse, eu não permitiria-lhe viver até o amanhecer. Mas sinto-me tão intimamente tua que sei que me mataria por ti, se fosse preciso.
Uma coisa assim doentia seria capaz de ser recíproca?
Talvez sim, se tu fosse eu como eu sou tu.
Cada gota de sangue do meu corpo corre por ti. Viveria nos Morros mais gélidos e distantes se fores comigo, uma vez que o teu amor bastaria para aquecer-me. Oh! Amado meu! É tão grande que sinto que poderia alimentar-me somente dos teus beijos e teus abraços serviriam para matar-me a sede.
Cada gota de sangue do meu corpo corre por ti. Viveria nos Morros mais gélidos e distantes se fores comigo, uma vez que o teu amor bastaria para aquecer-me. Oh! Amado meu! É tão grande que sinto que poderia alimentar-me somente dos teus beijos e teus abraços serviriam para matar-me a sede.
Receio, porém, que tudo isso acabe um dia... Pois eu, se acreditasse em amores eternos, juraria que estou vivendo um.
*Texto escrito com inspiração no livro O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë.
**A imagem é de uma cena do primeiro filme inspirado no livro.
Luz.
Luz.



